"2001: Odisseia no espaço" - uma ode à parte visual

O espaço um lugar de mistério, uma zona incomparável e com uma mística invulgar. Em 2001: Odisseia no Espaço fazemos uma viagem para um outro espaço, ou melhor para o espaço em si.
É uma viagem atribulada, com turbulência pelo caminho, mas que nos deixa atentos ao que se passa. Kubrick utiliza a imagem da melhor forma e sabe regular as diferentes cores para a criação de uma obra colorida e intensa.
É nisso que o filme nos prende, pela sua capacidade de utilizar a cor como um objeto cinematográfico. As cores personificam as personagens, atribuem estados de espírito à narrativa e conseguem-nos chamar a atenção para a história.
A primeira parte do filme pode parece confusa e realmente faz-nos questionar sobre a sua escolha. Não percebemos o que está a acontecer e parece que o realizador quer fugir ao tema proposto. Mas não é uma luta explicável e nos quer transmitir uma mensagem.
A trilha sonora que tão bem conhecemos ajuda-nos a ficar perto do filme. É uma trilha forte, que contrasta entre a lentidão e a rapidez. O filme, ainda assim, não consegue manter o mesmo ritmo e isso torna-o, em certas partes, maçudo. Mas nada que a sua estética nos faça ficar fascinados com o filme.
É, sem dúvida, uma obra a ver e rever.