"A ilha de Bergman" - a mística do cinema

De que forma é que se cria cinema e para quem? Porque é que gostamos tanto desta forma de arte? A Ilha de Bergman traça um caminho sobre como se cria cinema e para quem.
Ao longo do filme acompanhamos o casal Tony e Chris, ele cineasta e ela argumentista que partem numa semana para a ilha de um realizador já falecido chamado Bergman, na Suécia. Ali se fixam numa espécie de retiro de criatividade e lugar para promoverem o seu trabalho. Um retrato intimista de como fazer cinema e para quem é destinado.
Damos por nós a ouvir argumentos de filmes e a avaliá-los, como se fossem feitos por nós É encantador ver como os cineastas e argumentistas criam as suas histórias e as fragilidade dos seus processos criativos. Falam e respiram cinema durante a sua estadia e por lá veem o que Bergman fez e os seus locais de filmagem. "Os filmes acabam por ser duros e violentos, mas acabam por nos fazer bem" diz Chris a Tony.
A ilha das flores é o paraíso dos criadores de filmes, uma espécie de região utópica capaz de fortalecer a ligação ao cinema. E tão bem que o cinema nos faz à nossa vida e isso está bem presente na mensagem transmitida no filme.
A ilha de Bergman é para ser visto de coração aberto e com a capacidade de estarmos disponíveis para aceitar aquilo que o cinema tem de melhor.